Terça-feira, 27 de Novembro de 2007
Quando comecei a leccionar esta disciplina, julgo que no ano de 2002, ensinar Ambientes de Gestão de Aprendizagem (AGA) era uma tarefa relativamente simples. Nessa altura, e especialmente em contextos de e-Learning, só havia uma resposta :)

Falar de um AGA era basicamente falar de um Learning Management System (LMS), que, por essa altura, representavam o que de mais inovador existia ao nível da educação (pelo menos do ponto de vista tecnológico...).

Hoje em dia tudo pode ser diferente (julgo que o Ambiente de Gestão de Aprendizagem que cada um utilizou para seguir as actividades da disciplina de Tecnologias de Comunicação em Educação pode ser uma boa referência para ilustrar esta evolução)!

Para a edição do ano passado desta disciplina, escrevi este post no meu blog. O objectivo principal era introduzir o conceito de Personal Learning Environment (PLE) e lançar a discussão "LMS vs PLE". Infelizmente a discussão não foi muito grande por erro meu... o post foi colocado demasiado em cima da sessão presencial :(

Para esta primeira actividade da disciplina queria que lessem esse post, vissem algumas das referências disponibilizadas e colocassem neste espaço a vossa opinião sobre qual deverá ser a evolução dos Ambiente de Gestão de Aprendizagem.

Será que esta discussão poderá deixar de reflectir sobre os diferentes contextos educativos e a adequação de cada uma das soluções?

Boas leituras!
Carlos Santos
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26 comentários:
De João Lima a 27 de Novembro de 2007 às 19:24
Olá!

Estive nas leituras dos links e encontrei esta parte que resume o que penso.

"PLEs provide contextually appropriate toolsets by enabling individuals to adjust and select options based on their needs and circumstance - resulting in (ideally) a model where needs, not technology, drives the learning process"

Creio que há que pensar os LMS vs PLE numa perspectiva de público-alvo em primeiro lugar.
Creio que existem públicos (estou a pensar em alunos do ensino básico) onde existe uma necessidade de concentração de recursos, ferramentas e conteúdos organizados de uma forma estruturada e coerente de forma a facilitar o acesso à informação, assim como, aos meios de interacção com o professor.

Por outro lado, temos outro público-alvo. Os alunos do Ensino Secundário e Superior, onde penso que a multiplicidade que uma visão pessoal de gestão do conhecimento pode permitir a utilização de vários modelos de ferramentas para a apropriação dos Saberes. Creio mesmo que esta visão e estratégia pode mesmo ser uma das fortes potencialidades da utilização de PLE. Então em Ciências Sociais e Humanas o confronto com diferentes formas de apresentar fontes de informação pode ser mesmo uma forma própria ou estratégia de aprendizagem, indo de encontro a esta visão:
"PLEs provide multiple narratives and perspectives as a core function of the tool, reflecting the networked nature of society and knowledge today."

Creio assim que não se trata da validade de uma ou de outra. Mas sim do seu contexto de aplicação. Dei aqui o exemplo do publico-alvo, podendo, no entanto, existir outro ou vários factores de adequação.

São só ideias...

Fica o link das citações...
http://ltc.umanitoba.ca/wiki/index.php?title=Ple#What_is_a_Personal_Learning_Environment.3F


De Sofia Vieira a 27 de Novembro de 2007 às 21:10
Olá.
Bem, após uma breve leitura do que foi dito na edição do ano anterior e de alguns links sugeridos pelo professor, entendi que o conceito de PLE abrange o de LMS. Ou seja, não basta exitir um ambiente (LMS), ou uma plataforma, em que estejam disponíveis aos alunos os objectos de aprendizagem referentes a uma determinada disciplina. Esta concepção, por si só, vem de encontro ao conceito "Web 1.0", em que apenas é possível o acesso à informação. PLE é muito mais do que isso (segundo o que entendi...).Oferece ao aprendiz a possibilidade de centrar a aprendizagem em si mesmo, tornando-o mais autónomo e responsável pela construção do seu conhecimento. Esta aprendizagem inclui também a discussão, o intercâmbio de ideias, a criatividade, a flexibilidade cognitiva, as competências sociais...Este conceito vai mais de encontro ao que entendemos hoje como sendo "Web 2.0". O aluno tem acesso livre à informação através de LMS, mas o PLE confere-lhe o "poder" de completar, aperfeiçoar, ou até mesmo alterar o seu conhecimento, conforme a sua "identidade digital". Tornando as LMS mais "personalizáveis" e "adaptáveis" a cada indivíduo que aprende. Mais do que respeitar o tempo e ritmo de cada um, PLE respeita a identidade digital de cada um.
Ao professor cabe a tarefa de organizar contextos, materiais, actividades e mediar todo o processo de aprendizagem. Penso que não deve ser uma aprendizagem totalmente "livre" para que não se sigam caminhos opostos nem que fiquem lacunas...
Boas reflexões,
Sofia Vieira


De Catarina Gomes a 27 de Novembro de 2007 às 22:12
Olá a todos!

LMS vs. PLE... uma questão interessante.

Suponho que a questão se coloca na escolha entre um sistema organizado de acesso à aprendizagem e que permite definir com mais facilidade o nível de intervenção de factores externos, e um sistema de acesso à aprendizagem personalizado e flexível onde a fronteiras que definem os papéis professor/aluno se esbatem, sendo este último o maior responsável pela escolha e organização das fontes de informação e a sua interacção com elas.

Em termos educativos, qual será, então, a melhor escolha?

A velha questão, posta tantas e tantas vezes em relação a diversos assuntos enquanto tirava o meu curso de professores. A resposta... sempre a mesma, e tão irritante para quem está a dar os primeiros passos: cada caso é um caso.

Cada turma, cada grupo de alunos, cada meio, exige e permite coisas diferentes. Há-de haver aqueles com quem seja possível ou desejável escolher um LMS, e outros que, pelo contrário, permitem a utilização de algo bem mais abrangente como um PLE. Pode haver ainda casos, parecidos com o nosso, em que é feita uma utilização dos dois.

Pessoalmente, que sou uma fã da filosofia "Web 2.0", ou o que lhe queiram chamar, tenho mais simpatia pelo PLE. Como professora... é o que resultar melhor ;)

Boas reflexões


De Aristides Sousa a 27 de Novembro de 2007 às 23:09
Mudam-se os tempos, mudanças as tecnologias
Muda-se a forma, molda-se o ser e o saber,
Mudam-se equipamentos,emergem novas teorias:
Tudo é mudança enquanto houver SER e QUERER.

Agregar e conjugar (nem os verbos o devem ser da mesma forma), com sentido e consoante o nível de ensino, o que entronca na autonomia e nas competências cognitivas, técnicas e tecnológicas dos aprendentes.
Curiosamente, já em reflexões que fiz para o trabalho de TCEd, na comunidade FLOSS, e considerando a velocidade da inovação tecnológica, com alguns reflexos no na tecitura social, poucos na educacional e ou instrucional, o fosso entre as práticas e os recursos é já um monstro (mais assustador que o da PT [no slogan publicitário]).
Para contextualizar, e facilitar busca, trasncrevo parte do que escrvia:
É também esta realidade um fosso entre a Escola Básica e Secundária e a Universidade, porquanto nesta já se pensa no passo seguinte, no mundo de servidores centralizados onde se disponibilizam ferramentas para que as pessoas criem os respectivos ambientes pessoais: Personal Learning Environments, PLE. É normal e intrínseco que a Universidade seja pioneira na investigação, como é desejável que razoáveis e exequíveis sejam as propostas de implementação de práticas às escolas, onde a autonomia do aprendente é variável e limitada pelas condicionantes do crescimento cognitivo do indivíduo. Isto não quer dizer que o potencial dos PLEs não seja discutido para o futuro da Educação em Portugal. Mas esse futuro possível implica novas pedagogias alicerçadas em competências em tecnologia, se não para a operar, pelo menos para a perceber e a estruturar ao serviço da educação.
A Escola do Futuro vai ser indissociável da Internet, o que se adivinha já nas bolhas que se vão formando aqui e ali no sistema educativo, a par de muitíssimos escolhos, como os que venho referindo ao nível das competências em tecnologia instaladas nos recursos humanos das escolas básicas e secundárias, dos recursos a nível dos equipamentos e das instalações, e a nível da organização funcional.
Num outro artigo, considero que a Escola de Futuro (não aquela que nos foi apresentada no vídeo tecnologia ou metodologia)não pode fugir da realidade da Internet e das respectivas potencialidades. É fatal como o destino, natural como respirar, e sem rótulos de versões 1.0, 2.0. 3 ou 45. Aquela está para a modernidade como as acessibilidades que a Geografia estuda e apresenta como factor determinante para o desenvolvimento dos povos, regiões ou nações: é o derrube de barreiras naturais, políticas ou sociais (neste caso há acesa discussão se há derrube ou se crescem as mesmas entre povos e pessoas).
É isso que refiro quando escrevo sobre a (r) evolução verificada do indivíduo lusitano para o cidadão lusitanos, agora também agente do mundo.
É esta noção de permanente abertura mais ou menos orientada, mais ou menos consentida pelas vicissitudes da realidade em que se quer aplicar, que esteve na base da formulação do esboço e da proposta para a dotação das escolas, dos concelhos ou de outra estrutura, mas com disponibilidade para as instituições de Educação, de servidores com LMS (no caso propunha o Moodle), com ferramentas que permitam a construção de ambientes pessoais, com serviços característicos da Web 2.0, fomentando a a dinâmica de práticas em rede, de comunidades sociais em torno de projecto e ou objectivos comuns, onde o docente, mais do que nunca, assumiria o papel de condutor, de coordenador.
A propósito, cabe recordar o "Carpe diem" horaciano, que Ricardo Reis, a propósito da vida, defendia, onde o tempo se resumia ao momento, disciplinado e racionalizado, sem passado nem futuro.
Por isso, quando indagamos qual deverá ser a evolução dos Ambiente de Gestão de Aprendizagem, sempre digo, use-se, sentindo e com sentido, os recursos adoptando-os e inovando em práticas que se adequem aos mesmos, ou seja, reafirmo que, hodiernamente, o LMS e a tecnologia inerente à Web 2.0 são plausíveis e passíveis de usar em Educação, na prossecução das aprendizagens.
Todos sabemos que, por regra, na generalidade do Ensino, tal não acontece. Porque será?
Direi que ainda "não dei essa matéria", espécie de prática pedagógica cujo modelo tem 2500 anos de história. Como passado parece iniciar a ser o e-learning, o b-learning ou m-learning.
-CADÊ A ESCOLA DO FUTURO??
-OCÊ VIU?
-EU NÃO! E CÊ?
Fiquemos com o real e nele invistamos o que há.


De Liliana Lima a 27 de Novembro de 2007 às 23:34
Olá!!
Após ter lido alguns posts e outros artigos sobre a este assunto, fiquei com a ideia de que, relativamente ao LMS, existe autonomia e construção colectiva, mas também permanência dos alunos nos cursos. Os softwares desenvolvidos sobre metodologia pedagógica auxiliam na promoção do ensino / aprendizagem virtual ou semi - presencial. Existe uma organização de maneira mais controlada com aulas aulas presenciais e à distância, havendo uma aproximação entre professores e alunos dentro do processo educativo.
Contudo, não é suficiente haver um LMS em que estejam disponíveis para os alunos os objectos de aprendizagem referentes a uma disciplina.
O PLE ajuda os alunos a terem maior controlo e a gerirem a sua própria aprendizagem, incluindo o suporte, para que aqueles façam gestão da aprendizagem e comuniquem com outros alunos no processo. A aprendizagem é centrada nos aprendizes, podendo estes aceder e manipular artefactos digitais na sua aprendizagem. Os artefactos incluem recursos digitais, não sendo estes apenas textos estáticos, mas também serviços dinâmicos como mensagens instantâneas, forúns on - line, entradas em blogues,...
O PLE altera o conhecimento do aluno conforme a sua "identidade digital", pois, num ambiente público como o da web, é necessário criar uma individualidade para cada pessoa. O processo de ensino - aprendizagem centrado no aluno, responde às necessidades individuais, gerindo a sua própria aprendizagem. Há uma aprendizagem social, pois os indivíduos aprendem uns com os outros, através da colaboração, partilha, discussão e reformulação de ideias.
Continuação de bom trabalho para todos!!
Liliana Lima


De Manuela VInhas a 28 de Novembro de 2007 às 00:04
Olá "pessoal"...

Vou expor o que entendo por LMS (Lerning Management System) e PLE(Personal Learning Environment), agradeço que me corrijam se estiver errada :-)

Na minha perspectiva LMS e PLE são conceitos diferentes podendo no entanto estar ligados.
Definiria as LMS, como o software, que permite gerir aprendizagens através da adição de recursos e / ou actividades que podem ser organizadas e controladas, possibilitando uma aprendizagem presencial e/ou a distância (e-lerning).
Relativamente ao conceito PLE, parece-me que não passa disso mesmo "um conceito", poder-se-á considerar um sistema de aprendizagem, que assenta em teorias construtivistas, em que o aluno tem controlo e um papel activo na sua aprendizagem, permitindo a construção do conhecimento, de forma mais efectiva, mas sobretudo permitindo-lho respeitar o seu ritmo, definindo para si mesmo as suas metas. Penso que é legítimo dizer que as LMS e PLE se desenvolvem em paralelo e que a primeira será o meio para atigir os fins da segunda. Estas duas referências poderão ser uma mais valia em contexto educacional, permitindo ou facilitando a criação de ambientes de aprendizagem atractivos, aumentando a atenção, motivação, que potenciam a interacção entre o aluno e o desafio cognitivo, respeitando,no entanto, o seu ritmo de aprendizagem, possibilitando a construção do conhecimento de uma forma mais sólida e duradoura.

:-)


De ricardo pimentel a 28 de Novembro de 2007 às 11:44
Bom dia a todos :)



Este mundo muda a uma velocidade que não sendo a da luz… anda lá próximo! Por isso é fundamental a nossa constante adaptação e alteração face à forma como interagimos e comunicamos. Penso mesmo que essa necessidade de adaptação, característica muito própria da espécie humana, foi a razão mestra para muitos decidirem frequentar este Mestrado/CFE.

A utilização dos LMS foi um grande passo para as escolas portuguesas e, apesar de todo o esforço na formação de professores, tenho sérias dúvidas que consigamos atingir, em pleno e a curto prazo, os objectivos definidos. Só talvez a renovação das gerações de professores poderá resolver o “meio impasse” que se verifica em muitas escolas … apesar do esforço, de muitos de nós, a verdade é que globalmente continuamos muito longe das competências, que necessitaríamos, para acompanhar esta evolução galopante.

Mesmo esta maior difusão e utilização dos LMS nas nossas escolas tem sempre uma componente, muito pronunciada, de suporte para actividades de ensino-aprendizagem mais tradicionais. Este facto é uma consequência de uma matriz social enraizada, não advém só do professor, é também consequência da forma de estar dos alunos portugueses, muito dependentes do mestre, e da pressão das próprias famílias e sociedade que construíram uma imagem, e modelo de competência profissional, da nossa profissão que não encaixa em metodologias que procurem maiores níveis de autonomia dos aprendentes. É portanto uma mudança global que urge… mas que será lenta e faseada.

No contexto de utilização das TIC, nos processos de aprendizagem global, os PLE’s terão maior importância num contexto de futuro próximo e aplicado a populações de formandos mais autónomas e capacitadas. Também devemos ter em mente que a evolução dos LMS na direcção da filosofia web 2.0 proporcionará sempre uma passagem, ainda que gradual e parcial, para alguns dos conceitos intrínsecos de um PLE.

Pessoalmente penso que nós, elementos deste grupo de trabalho, deveríamos começar a abrir caminho para a implantação do “social networking” nas nossas escolas ajudando, quiçá, a queimar algumas etapas da lenta evolução que relatei nas frases anteriores desta minha reflexão. Na verdade eu vejo os PLE’s como personalizações do nosso modelo conceptual, e de ligação ao conhecimento da sociedade envolvente, através do conjunto de ferramentas mais adequado. Esta forma de integração na sociedade do conhecimentos é potenciadora do nosso crescimento e permite-nos contribuir activamente, e com mais valias próprias de cada um, para a própria expansão conectiva e cognitiva da web… que outra forma poderia ser mais efectiva para a inclusão dos nossos alunos nos próximos capítulos desta viajem evolutiva?

Obrigado a todos pelas reflexões... foram muito úteis para a introdução a este novo projecto.


De Carla Maia a 28 de Novembro de 2007 às 11:51
Não poderia estar mais de acordo com tudo o que foi comentado, e concluo também que cada caso se reveste de características próprias. No entanto, as generalizações são sempre úteis. Nesta fase inicial da minha pesquisa sobre os 2 conceitos (LMS e PLE), a minha opinião é que a opção por um ou outro deve-se prender essencialmente com o nível de ensino (que naturalmente tem as suas implicações no nível da autonomia dos alunos). Apesar dos PLE irem mais ao encontro dos objectivos mais alargados da aprendizagem, nomeadamente no que concerne à aquisição de competências para uma aprendizagem ao longo da vida, esta opção talvez não alcance o sucesso desejado em níveis mais baixos de escolaridade, ainda que com o devido acompanhamento se possa evitar a desorientação que surgiria nestes níveis e alcançar os objectivos tirando partido de todas as potencialidades que os PLE oferecem.
Acredito que o futuro da educação (não sei se próximo ou ainda muito longínquo) caminha para a conjugação de ambos ainda que com uma forte tendência para o predomínio dos PLE.


De João Lima a 28 de Novembro de 2007 às 14:29
Embora seja publicidade... vale a pena ouvir com atenção a narração e os comentários dos professores representados neste vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=2y8nj6jI93s


De André Brigham Silva a 28 de Novembro de 2007 às 15:08
Estes dois termos, que aparentemente estão relacionados, encerram em si diferentes finalidades e propósitos. Esta questão levou-me a vaguear por inúmeros sítios na Internet, para chegar à mesma resposta de sempre…

Encontramos nos Learning management system (LMS), uma ferramenta que entrega, monitoriza e transmite conteúdos, ao mesmo tempo que gere o progresso do aluno e, as suas interacções. Tem como principal objectivo a criação e entrega de conteúdos, através de um sistema “Instructor-led” (nem sempre).
Recentemente, tem surgido financiamento que conduz os LMS no sentido de os transformar em repositórios de conteúdos, dando-lhe o nome de Learning Content Management System (LCMS), onde os conteúdos possam ser renováveis. Desta forma “The Advanced Distance Learning group”, tem desenvolvido esforços para o desenvolvimento das “Shareable Content Object Reference Model” (SCORM), que se adaptam bem a este sistema.

Por outro lado encontramos os Personal Learning Environment (PLE), onde a plataforma tende a pertencer ao aluno, na qual este faz uma escolha individual de elementos, sem com isto haver individualização. Esta visão de aprendizagem, contempla o controlo da aprendizagem pelo aluno, onde este, com orientações do Professor/Facilitador, estabelece os seus próprios objectivos, gerindo o processo e os conteúdos. Este processo dá-se paralelamente a uma comunicação constante numa rede social, onde o aprendendo recebe e transmite informação.
Este processo socorre-se das ferramentas de agregação, controladas pelo aluno, que integram em si, um conjunto de serviços por ele escolhidos.
Assim sendo, este sistema, não depende apenas de espaços pessoais. Requer também, a existência de um contexto social para que tenha lugar a partilha da informação que irá gerar de uma forma construtivista/conectivista o conhecimento.

Olhando agora para estes dois conceitos, conseguimos encontrar algumas diferenças marcantes.
O primeiro sistema, permite um maior controlo dos conteúdos, o que apesar de poder reduzir a dispersão, pode também degenerar num ensino “comportamentalista” em que o aluno terá que se adaptar ao mecanismo instituído (isto pode não acontecer). Desta forma, esta estrutura estará mais próxima de um conceito de Web 1.0, onde a Internet era utilizada como repositório de informação. Por outro lado temos a “Standardização” de conteúdos, o que apesar de poder ser rentável, não vai ao encontro da multiplicidade das estruturas cognitivas dos alunos.
Posso assim concluir, que o PLE, apesar de não ser economicamente rentável, é um sistema mais “plástico”, que se adapta ao ritmo e às capacidades do aluno, num nível avançado de formação. Este forma-se num ambiente próximo da realidade, onde ganha a consciência da multiplicidade de percepções. A Internet passa assim a ser vista como uma plataforma, onde se procura e partilha a aprendizagem, através de variados mecanismos, num processo social de construção. Nasce assim a Web 2.0.

Ps: Apesar de tudo isto, poderá ser possível a junção destes dois sistemas, o que possivelmente pode ser considerado como meio-termo. Estará aí a virtude?

Cumps.


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