Quarta-feira, 7 de Novembro de 2007
[youtube]dGCJ46vyR9o[/youtube]

Coloquei este vídeo porque me parece interessante no enquadramento da saudável discussão iniciada pelo André Silva aqui.

Este foi um vídeo produzido pelos alunos do autor do vídeo sobre Web 2.0 que foi publicado neste blog.
Arquivado em:


19 comentários:
De maresta a 7 de Novembro de 2007 às 18:58
O post chama-se "Digital Distraction", pode ser encontrado em http://www.elearnspace.org/blog/ e nele Siemens diz o seguinte:
"I've taught in laptop classrooms, and can sympathize somewhat with faculty comments - like those in Digital Distraction - that suggest laptops should be banned from classrooms. It can be distracting, even frustrating, to instruct a class where students don't appear to be listening to the lecture but are instead engagement in instant messaging, downloading music, watching videos, etc. But, as the article mentions, the deeper problem may rest with instructional methods. Active, engaged learning is probably the best model for dealing with lack of student interest. (...) However, students at the higher education level are adults. We can't impose our will on them in classrooms. We need to mirror the democratic worldviews which form society's foundation. I don't think banning laptops accomplishes that."
Creio que não é bem este o tema que o post pretende discutir - é mais a questão vida on e off-line - mas a última parte deste vídeo fez-me pensar um pouco nesta realidade dos nossos dias =)


De RicardoC a 7 de Novembro de 2007 às 19:10
Olá!

Vi o vídeo por volta da hora do almoço mas só agora tenho oportunidade de comentar. Pessoalmente, acho que o vídeo ilustra particularmente bem o mal-estar que os mais atentos já sentem hoje nas escolas, mesmo as do ensino básico, e que já foi referido neste Mestrado (não me lembro se nesta disciplina) com a metáfora da escola analógica para alunos digitais. Ainda hoje tive uma discussão na sala de professores sobre a possibilidade de experienciar novas técnicas de abordagem às disciplinas em que os alunos sentem maior afastamento.

Inspirado no relato de um professor de língua portuguesa brilhante – que nunca conheci pessoalmente mas que lecciona no CAE de Santarém – sugeri criar, dentro de cada turma, comunidades de escrita colaborativa (numa Wiki, no Google Docs, no Moodle, num Blog, até mesmo por emails, se preciso fosse) que se dedicassem a abordagem de qualquer tema qualquer tema com o qual sentissem afinidade. Um professor disse jocosamente que os alunos iriam todos querer escrever sobre os “Morangos com Açúcar” o que, naturalmente, originou gargalhada geral mas ao que perguntei eu: que mal tem? Se os alunos se organizassem em comunidades e se uma ou mais dessas comunidades assumisse o compromisso de descrever e analisar diariamente cada episódio e tecer, no final da descrição, um pequeno juízo crítico em relação ao que viram, não seria esta uma maneira de:

1)Os “obrigar” a escrever!;
2)Os obrigar a reflectir sobre o que viram, ao invés de serem consumidores passivos;
3)Os motivar para a escrita e para a leitura (ser-lhes-ia pedido que lessem e comentassem os textos das outras comunidades;
4)[introduzam aqui outros objectivos…]

Hoje, todos estamos online ou, pelo menos, temos a hipótese de estar online mesmo que por períodos limitados. Não seria esta uma actividade interessante e motivante? Não prepararia esta actividade os alunos para um exame onde têm que produzir texto com maior eficácia do que os métodos tradicionais? Porque, vamos ser francos (como foram, e bem, os alunos deste vídeo), quantos alunos conhecem vocês, no ensino básico, que escrevem alguma coisa que não sejam SMS ou “trabalhos” Ctrl+C e Ctrl+V?

Que vos parece? ;-)
RC


PS. Eu sei que é completamente OFF-TOPIC mas, como algumas pessoas podem ter menos experiência com a edição de texto em modelo Wiki, criei um mini-pseudo-tutorial na nossa página principal e que pode ser acedido em http://wikimmed.blogs.ca.ua.pt/index.php/Comunidade_Open_Source (http://wikimmed.blogs.ca.ua.pt/index.php/Comunidade_Open_Source). Desde já convido todos os elementos de todos os grupos a visitarem-no e a deixar eventuais comentário no blog da comunidade Open Source… :-D


De João Lima a 7 de Novembro de 2007 às 20:07
Olá RC...
Eu tenho uma teoria... É minha e não a dou a ninguém :) Mas vou deixar aqui como provocação.
Uma coisa é ir até ao universo do aluno (que discordo). Outra é fazer com que o aluno, aqui sim, com o uso das TIC e mais particularmente das ferramentas da WEB 2.0 ou de ambientes virtuais 3D, venha até ao universo da Ciência... É para isso que servem estas ferramentas ou não?
Quando o ensino perde exigência, rigor e aprendizagem por compromisso de "motivação" unica e exclusiva do aluno estamos a fazer um mau serviço. Vi que não era o teu caso. Mas é para mim um alerta vital a fazer.

Até breve,
JL


De João Lima a 7 de Novembro de 2007 às 21:07
Olá! Só uma curiosidade... será que a internet e o mundo dos internautas serão capazes de humanizar uma ferramenta que por si só não tem vida?
Será este o caminho? Vejam aqui:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1309980&idCanal=62

Até breve,
JL


De RicardoC a 7 de Novembro de 2007 às 21:15
Olá João,

Exigência e rigor não sei se serão, de todo, características do ensino não superior em Portugal... ;-)

Em todo o caso, a problemática da motivação não é assim tão simples. Eu, por norma, também não sou grande defensor do baixar o nível até ao limiar da imbecilidade mas, quando não o faço, não estou a atentar nas indicações emanadas por quem manda. Por outro lado, como dou aulas no país real, sou dos que defende que é preferível que o futuro adulto ganhe hábitos de leitura à custa da 'Maria' ou o 'Record' em contraponto com o não ler nada de nada, mesmo que esse tipo de "literatura" represente para si o supra-sumo da qualidade. Ideal? Naturalmente que não, mas, para mim, preferível.

Voltando agora ao meu post original, o que eu propunha (e tu facilmente identificaste) não era propriamente a imbecilização do ensino (apesar de considerar que se pode falar de qualquer tema, mesmo dos 'Morangos com Açucar', de forma séria. O segredo desta série é, justamente, o apelo das temáticas que explora e que, convenhamos, são as dos nossos dias (gravidez na adolescência, droga, conflitos naturais das várias relações de autoridade, etc...). Que os guiões são duvidosos, é uma verdade, mas um(a) professor(a) habilidoso(a) aproveitará a série apenas como trampolim para ir explorar o que realmente lhe interessa. A diferença é que, quando lá chegar, tem uma turma de alunos motivados e dispostos a fazer qualquer coisa que ele(a) lhes peça... :-D

Viva o país real! :-|
RC


De André B. Silva a 8 de Novembro de 2007 às 00:25
Olá Colegas, Boa noite!

O vídeo é muito interessante, e revela bem as potencialidades da tecnologia para a resolução dos problemas de hoje. Penso ainda que para além de resolver problemas, gera também novas oportunidades, por exemplo, a possibilidade de frequentar este curso.
Iniciativas como a da "E-Learning", (que está a ter com ajuda dos média, um grande impulso no nosso país)começam a fragmentar o modelo rígido instituído...

Penso que este caminho vai, e bem, contra a "corrente". Isto é, ao invés de serem formadas massas sem identidade, facilmente controláveis (pelos média), criam-se agora identidades formadas de uma forma pessoal e independente mesmo que inseridas numa comunidade. Este é sem dúvida um bom caminho para a "desmassificação" de ideias, e proliferação de novos pontos de vista!

Ou será que como consequência, o nível de divergência é tal, que se geram novos conflitos?

PS: Boa João, gostei da "tua" página, muito "E-Romance". :)

Cumprimentos a todos,
A.S.


De JL a 8 de Novembro de 2007 às 01:12
Olá!
Cá fica a resposta...
"Seven Principles of Learning:
1. Learning is fundamentally social. While learning is about the process of acquiring knowledge, it actually encompasses a lot more. Successful learning is often socially constructed and can require slight changes in one’s identity, which make the process both challenging and powerful.


2. Knowledge is integrated in the life of communities. When we develop and share values, perspectives, and ways of doing things, we create a community of practice.


3. Learning is an act of participation. The motivation to learn is the desire to participate in a community of practice, to become and remain a member. This is a key dynamic that helps explain the power of apprenticeship and the attendant tools of mentoring and peer coaching.


4. Knowing depends on engagement in practice. We often glean knowledge from observation of, and participation in, many different situations and activities. The depth of our knowing depends, in turn, on the depth of our engagement.


5. Engagement is inseparable from empowerment. We perceive our identities in terms of our ability to contribute and to affect the life of communities in which we are or want to be a part.


6. Failure to learn is often the result of exclusion from participation. Learning requires access and the opportunity to contribute.


7. We are all natural lifelong learners. All of us, no exceptions. Learning is a natural part of being human. We all learn what enables us to participate in the communities of practice of which we wish to be a part."
In: http://www.internettime.com/Learning/The%20Other%2080%25.htm#_Toc40161533

Fica a questão em resposta ao RC e ao André e ao Professor Carlos... Não será que estamos a pensar sempre na equação Ensino-Aprendizagem; Professor-Aluno; e nos estamos a esquecer de um factor elevado ao quadrado que é o Conhecimento e a Gestão do Conhecimento no âmbito das comunidades escolares?

Até breve,
JL


De Teresa Batista a 8 de Novembro de 2007 às 11:26
Olá a todos,
penso que é sempre muito difícil gerir os conhecimentos e tentar controlar o percurso para atingir esses mesmos conhecimentos. Temos alunos integrados numa mesma turma e todos eles percorrem um caminho/percurso diferente até atingirem um determinado patamar de conhecimento. Certo?
Se calhar temos de nos preocupar em dar as mesmas oportunidades a todos, respeitando o ritmo de cada um (lá vamos bater às teorias citadas em DMME).
Até breve
TB


De João Lima a 8 de Novembro de 2007 às 12:14
Olá!
TB, vou deixar uma grande provocação...
“Os blogs não são ferramentas pedagógicas, nem podem ser transformados nisso. Eles são ferramentas de comunicação. Quando se tenta converter instrumentos de comunicação em ferramentas pedagógicas, o que geralmente acontece é o empobrecimento de algo que não é bem entendido. Sempre temo a ânsia dos educadores que querem usar novos meios de comunicação humana sem entendê-los muito bem.”
Para entender o contexto é melhor ler aqui toda a entrevista: http://jarbas.wordpress.com/7-blogs-e-educacao-uma-entrevista/

E no contexto do estudo como algo agradável... e do país real que afinal é todo ele (no bom e no mau):
“Há uma tendência de ver novas tecnologias como algo agradável e até divertido. A partir desse entendimento muitas pessoas (meus alunos inclusos) acham que as novas tecnologias podem amenizar a “chatice” do estudo. Há dois equívocos nisso: equiparar estudo a entretenimento (na verdade o estudo está mais próximo do trabalho que do lazer), equiparar diversão a prazer (grandes prazeres nada têm a ver com artes circenses, mas são conseqüências de experiências humanas profundas). Acho que a grande vantagem das tecnologias é a possibilidade de abrir novos campos de aprendizagem.”
Também da mesma entrevista.

Isto é só para provocar :)
Até breve,
JL


De MLucas a 8 de Novembro de 2007 às 16:18
Também para provocar :)

Será mesmo equívoco equiparar estudo a entretenimento?!


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