Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007
Está na hora de abordar a questão dos LMS e por isso decidi "resgatar" duas discussões lançadas na edição do ano passado.

A primeira discussão centra-se na identificação das diferenças dos conceitos de LMS e LCMS e a sua pertinência no contexto actual. Sugiro que comecem por consultar o post de lançamento deste desafio e darem "uma vista de olhos" aos muitos comentários dos vossos colegas do ano passado. As vossas reflexões sobre esta temática são muito bem vindas!

O desafio seguinte é para analisarem as palavras críticas do Godfrey Park sobre a forma como, durante muito tempo, as instituições olharam para os LMS. Sugiro que comecem por ler o meu post e os respectivos comentários dos vossos colegas.

Boas reflexões,
Carlos Santos
Arquivado em: ,


44 comentários:
De Ana Paula Carlão a 29 de Novembro de 2007 às 20:40
Olá a todos:)

Depois da leitura dos posts e dos comentários ( confesso que estou muito confusa) uma ideia me assalta: recorremos aos LMS/CMS/LMCS... na tentativa que os alunos/educandos/ formandos vão construindo o seu percurso pessoal ao seu ritmo e de acordo com o seu estilo de aprendizagem individual ( faz-me lembrar a TFC...em que cada um "atravessa a paisagem" experimentando e respondendo aos estímlos segundo a sua ideosincrasia ...) mas depois, para provarmos que "sabemos", para tornar visível o que adquirimos(seguindo os meus interesses e as minhas necessidades, seguindo o meu caminho) somos sujeitos a testes/exames que em nada tiveram em conta a construção individual do meu conhecimento! A minha questão continua a ser: as ferramentas que utilizamos na construção do conhecimento são espantosas( blogs,wiki,foruns, LCMS...)mas a avaliação continua a ser feita de forma muito arcaica e tradicional. Parece que não pertence ao mesmo paradigma... fala-se muito pouco deste item.Ou não vai ser preciso avaliar ?
Desculpem se só disse besteiras...:) mas a confusão é enorme!!!!


De csantos a 29 de Novembro de 2007 às 21:21
Olá Ana Paula.

A avaliação é algo que tem que ser adequada aos cenários existentes. Não podemos criar um esquema de avaliação tão complexo que torne o processo de avaliação uma tarefa demasiado exigente para o professor.

Num cenário de e-Learning/b-Learning os exames presenciais podem ser uma exigência da própria instituição, mas mesmo esses exames, podem conter questões que obriguem a uma reflexão sobre todo o processo de aprendizagem.

Relativamente a TCEd e AGA, julgo que a avaliação incide essencialmente sobre esse processo de construção de conhecimento (participação nas discussões da comunidade, processo de desenvolvimento do trabalho prático, hetero-avaliação e questão de reflexão sobre o trabalho desenvolvido).


De Sofia Vieira a 29 de Novembro de 2007 às 21:30
Olá a todos.
De facto, devo dizer que os comentários feitos pelos alunos da edição anterior, foram bastante esclarecedores, no que diz respeito aos conceitos em análise. E por isso agradeço-lhes, desde já, pois penso que consegui reflectir sobre a problemática que rodeia a definição e utilização destes sistemas, sem fazer uma leitura aprofundada dos links sugeridos.(isto da web 2.0 é só vantagens!!!)
Bem, para iniciar a minha breve reflexão, começo por citar algumas definições que me pareceram ser bastante básicas, mas que resumem as características de cada um dos sistemas:
LMS - gere os alunos, os eventos de aprendizagem bem como a informação do seu progresso, estando mais relacionada com o aspecto administrativo.
CMS - faz a gestão e normalização de conteúdos de aprendizagem.
LCMS - Reúne as "qualidades" dos sistemas LMS e CMS.
Agora, a questão é a seguinte: (e indo de encontro à "deixa" do professor... "Actualmente não é de certeza um tópico “quente” nas conferências e nos jornais/revistas de referência na área do e-Learning.")
Sendo este último sistema o resultado da "união" dos anteriores porque motivo já não é alvo de tantas discussões? Porque é que num Mestrado em Multimédia em Educação (e desculpem a minha ousadia)se utiliza um sistema LMS (BB) e não um sistema LCMS, se este à partida parece ser o mais completo? Porquê esta aparente "regressão"? Será porque o LMS está mais adequado ao nosso nível de ensino? Será porque o LCMS, limita a construção e re-construção do conhecimento? Será por essa razão, que encontramos agregadas à BB, ferramentas da Web 2.0, como o blog da disciplina e a Wiki? Quem sabe futuramente não teremos um sistema que englobe a gestão de alunos, a gestão de conteúdos e ao mesmo tempo reúna todas as vantagens da Web 2.0?
Boas reflexões,
Sofia Vieira


De Aristides Sousa a 29 de Novembro de 2007 às 21:49
Em relação ao que aqui se inscreve, e na sequência do muito que nesta comunidade se vem escrevendo e falando (é minha opinião que o grupo é empenhado e valente), não deixa de ser gratificante ouvir certos desabafos.
Talvez a esta hora, seja mais fácil compreender por que sou um "moodler", não fanático, dedicado: é que este projecto tem uma dinâmica em consonância com a hodiernidade da tecnologia e da pedagogia. As actividades recursos da última versão estável (1.8.3) é LCMS, integrada, aberta, em contexto, flexível, dinâmica e com o limite na imaginação dos utilizadores: desenvolvedores, adminstradores, criadores de curso, editores, professores-editores, professores, alunos, perfil personalizado, visitante e outros que se queira (re-) criar. Como sempre defendo que o desejo de infinito é utopia a perseguir (nunca atingido na plenitude), reconheço e e procuro que o importante é o que é passível de ser usado e aplicado com sentido, sentido e o que é consentido pelos demais. Por isso, como já citei, e repito, mais que ir à busca do ideal, estudo e aplico o possível: o moodle é certamente um caso digno desta menção.


De Judite Lucas a 29 de Novembro de 2007 às 22:49
LMS, LCMS, PLMS, tantas siglas, tantos conceitos, tantas definições... e tantas confusões. Segundo as definições mais simplistas, será que o Blackboard é "apenas" um LMS? Não me parece.
Daquilo que já me foi dado perceber, o Blackboard é também um LCMS, englobando ainda alguns aspectos do PLMS. Senão vejamos: Além de gerir os alunos, os eventos de aprendizagem e a informação do seu progresso [...], há também espaço para a gestão e normalização de conteúdos de aprendizagem, certo? Mas há também uma área pessoal, da responsabilidade do utilizador. Nessa área, cada um pode criar os seus próprios portfólios, as suas páginas web, que pode partilhar , que pode bloquear... Não poderá então ser, se se desejar, um Personalised Learning Management System?
Umas de forma mais visível do que outras, estes sistemas ou plataformas podem ser aquilo que os professores desejarem, que os alunos necessitarem... que os administradores permitirem. Mais fechadas, mais abertas, desde que, em contexto escolar ou académico, permitam o controlo, supervisão ou acompanhamento por parte do orientador, professor, monitor, avaliador, as ferramentas são tão somente ferramentas: utensílios, dispositivos, mecanismos auxiliares. A inovação e o sucesso não estão no sistema ou plataforma usado. Estão na dinamização desses espaços, nas estratégias usadas, nos conteúdos, na criatividade, nas pessoas.
É por isso que o professor é e, tirando raras excpeções, vai continuar a ser, um elemento indispensável em qualquer ambiente de gestão de aprendizagem.
Não continuamos nós todos a sentir essa necessidade? Não esperamos sempre a orientação do professor? Não a reclamos quando nos parece ausente? Não é essa orientação que contribui para a re-construção da nossa própria aprendizagem?

Até amanhã.
JLucas


De cruzsoares a 29 de Novembro de 2007 às 23:40
Das leituras que fiz até ao momento parece-me que de facto temos de olhar para estas ferramentas não de uma forma isolada/fechada mas sim de uma forma em que elas se complementam e favorecem a aprendizagem ou o e-learning . Os LMS e LCMS por si só não se revelam suficientemente capazes para abarcarem tudo o que a WEB 2.O pode propiciar.
As ferramentas que a WEB 2.0 põem ao dispor dos alunos propiciam a construção do trabalho colaborativo a uma escala muito maior que os LMS ou LCMS permitem.
Como sugestão de leitura deixo este endereço aconselhado pela Olga Cacao no ano anterior.

http://www.eurodl.org/materials/contrib/2006/Christian_Dalsgaard.htm

" Que pena este artigo não estar na minha língua materna "

Boas Leituras!


De Ana Paula Carlão a 30 de Novembro de 2007 às 00:10
Olá:)
Avaliação... referia-me aos exames nacionais a que os alunos são sujeitos. A ideia de "nacional" deita por terra o caminho que cada um percorreu... pois supõe( no moldes em que actualmente são aplicados) que todos devem fazer o mesmo caminho e da mesma maneira. Quando pensamos nestes novos ambientes de aprendizagem personalizada,também deveríamos integrar e contemplar " módulos" de avaliação!Os PLEs que existem contemplam esta modalidade?( desculpem se estou a dizer alguma parvoíce!! )
Estão previstos mecanismos de auto e hetero-avaliação? Auto-regulação? Que tipo de feedback existe nestes ambientes? Que importância lhe atribui o aluno? Que espaço é dedicado á reflexão pessoal? De que forma se materializa essa reflexão nestes ambientes?

Esta questão deixa-me deveras curiosa... :)
e intrigada

Boas leituras


De Ana Paula Carlão a 30 de Novembro de 2007 às 00:27
Ainda às voltas com a avaliação...

"As companies start to accept the changing nature of organizational learning, with an increasing emphasis on the informal, the challenge of evaluation just gets greater. Measuring the impact of formal training interventions is tricky enough, but with informal learning it’s hard to get a grasp of both the impact and the cost, to say nothing of the difficulty of knowing who was even involved."


"Far from being unnecessary, evaluation is strategically vital to the ongoing health and success of any training endeavor."

Ler "Success Case Method" de Rob Brinkerhoff.
http://www.wkkf.org/DesktopModules/WKF.00_DmaSupport/ViewDoc.aspx?fld=PDFFile&CID=284&ListID=28&ItemID=2813745&LanguageID=0


De Liliana Lima a 30 de Novembro de 2007 às 01:16
Olá a todos!!
Depois de ler os comentários elaborados pelos alunos do ano anterior e de mais alguma informação, fiquei com a ideia de que o LMS tem como objectivo simplificar a administração dos programas de educação numa organização, auxiliando os estudantes a planear os seus processos de aprendizagem individualmente. Além disso, permite que os mesmos colaborem entre si através da troca de informação e conhecimentos, disponibilizando também, algumas ferramentas.
Relativamente ao CMS, pareceu-me ter como objectivo simplificar e agilizar os processos de criação, publicação e administração de conteúdos, de forma dinâmica através de uma interface de usuário via internet. Cada membro pode gerir o seu próprio conteúdo.
No que diz respeito ao LCMS, engloba características de ambos, combinando a capacidade de administrar um sistema de aprendizagem, com a gestão e disponibilização de objectos de aprendizagem. Usa os conteúdos para criar cursos que podem ir de encontro às necessidades dos destinatários, ou seja, ministra um curso à distância, tendo em conta os aspectos de gestão dos alunos e do processo, assim como, a gestão de todos os conteúdos de aprendizagem. Para terminar, combina recursos de administração e gestão de LMS com as funcionalidades de criação e standardização de conteúdos e cursos de um CMS; complementam-se entre si, mas com finalidades diferentes.

Boas reflexões!!
Liliana Lima


De Isabel Henriques a 30 de Novembro de 2007 às 02:00
Olá a todos!!!
Isto agora é que é:)... são siglas, são definições, tantas relações entre ferramentas que afinal até parece que se complementam... será isso!!!???? Será que o LMS não "existe" sem LMCS?? entendi bem!!???hummm!!

De facto,de leituras anteriores verifiquei que o LMS não é a única ferramenta de aprendizagem disponivel, existem várias que alargam as opções de formadores/formandos. A vantagem que se pode tirar deste tipo de plataformas( penso que posso chamar assim) é que há sempre a possibilidade de partilha,colaboração, discução entre os alunos e, desta forma, há um constante ajustamento da informação para que o conhecimento possa evoluir construtivamente!
As LMSC surgem devido "à necessidade" de controlar os alunos e gerir todo o processo de construção do conhecimento.
De certa forma,as LMSC usam os conteúdos para que os cursos possam ir ao encontro dos alunos, das suas necessidades e interesses, isto é, o objectivo é atingir os alunos e o seu desenvolvimento,havendo assim uma administração e controlo dos objectos de aprendizagem.
Será isto!???E volto a questionar, será que se pode afirmar que as LMS e LMSC se complementam!!!??

Boas leituras...
Até próximos esclarecimentos!!!!

Cumprimentos a todos!!!!


Comentar post

Sobre mim
Janeiro 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


Artigos recentes

Balanço final de TCEd e A...

Está na hora de terminar ...

Acesso aos serviços do CI...

Cursos de AGA - Final do ...

De volta aos LMS!

Programa para sessão pres...

Teaser - "A escolha de So...

Sessão de formação sobre ...

Preparação do trabalho pr...

O que deve ser hoje em di...

Arquivo

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Arquivado em

aga

educação

tced

todas as tags

blogs SAPO
subscrever feeds