Quarta-feira, 28 de Novembro de 2007
Viva!

Na área de conteúdos do BB podem encontrar novos documentos. O mais importante é o Guia do Trabalho Prático. Nele podem encontrar informações detalhadas sobre as diferentes fases do trabalho que se avizinha. Sugiro que analisem o documento e comecem por elaborar uma lista de possíveis temas para o vosso curso. Na sessão presencial de sábado iremos debater, grupo a grupo, as vossas propostas.

Também foi publicado um exemplo de como poderá ser elaborado o plano do vosso curso. O exemplo apresentado é bastante complexo e por isso devem adaptá-lo ao cenário desta disciplina. Para já apenas precisam ficar com uma ideia do que é pretendido.

O outro documento é um artigo que publiquei em Dezembro de 2005 na Revista Nov@Formação do IQF. Nele abordo a problemática da avaliação das participações em ambientes on-line. Como vão ter que definir uma metodologia para avaliar os vossos alunos, julgo que a leitura deste artigo pode ajudar a ponderar algumas questões importantes. Existe uma versão mais extensa do artigo, mas por acabar no meu blog. Como podem ver pelo meu último comentário nesse post, entretanto o trabalho iniciado nesse artigo teve uma série de evoluções. A nova versão do artigo ficou a aguardar o desenvolvimento dessas ideias e talvez esteja na altura de o completar :)

Boas leituras,
Carlos Santos
Arquivado em:


6 comentários:
De João Lima a 28 de Novembro de 2007 às 23:20
Olá!

Onde deixamos o comentário ao seu blog? Aqui ou no blog Na Praia? :)

Até breve.


De csantos a 28 de Novembro de 2007 às 23:30
Se calhar aqui é mais fácil para todos seguirem. Não sei se todos têm o feed do meu blog agregado ;)


De João Lima a 29 de Novembro de 2007 às 00:22
Estive a ler o artigo e o post no blog sobre a avaliação.

Vou deixar algumas reflexões…

Uma metodologia ao nível da avaliação, seja ela qual for, deve, a meu ver seguir um conjunto de princípios ou regras que determinam a sua essência, isto é, a coerência dos dados a obter. É aqui que reside a qualidade ou não da intervenção avaliativa. Este é um ponto de honra. Em avaliação não se podem mudar as regras no meio do jogo. É tomada uma determinada opção metodológica e deve ser, avaliando a sua oportunidade, estruturação e adequação, levada até ao fim.

Assim, e tendo por base uma abstracção que irei fazer por motivos de não ter contexto de aplicação, penso que numa intervenção com base uma ferramenta de e-learning devemos sempre ter em conta sempre quatro momentos de avaliação:

1: Uma pré-avaliação ou avaliação ex-ante.
2. Uma avaliação do processo ou on-going.
3. Uma avaliação de resultados ou final.
4. Uma avaliação de impactes ou ex-post.

Tendo em conta estes 4 momentos, e para cada um deles, devemos estabelecer níveis de profundidade e níveis de estruturantes de avaliação.

Teremos 3 níveis de profundidade:

1. Avaliação das Reacções.
2. Avaliação das Aprendizagens.
3. Avaliação dos Resultados/Impactes.

Teremos como níveis estruturantes da avaliação:

1. A avaliação individual.
2. A avaliação de grupos de trabalho.
3. A avaliação da comunidade virtual de aprendizagem.

Para a operacionalização destes tópicos podemos utilizar estrategicamente os seguintes instrumentos:

1. Questionários diagnósticos.
2. Questionários formativos/informativos.
3. Fichas de Avaliação.
4. Grelhas de monitorização (pelo aluno e pelo professor).
5. Instrumento de auto-regulação e monitorização da comunidade.

Podemos e devemos ainda pensar sempre na escala de avaliação.

1. Para o nível individual (0 a 20 valores).
2. Para o nível de grupo (0 a 20 valores e/ou qualitativa de Mau a Excelente).
3. Para o nível da comunidade (qualitativa de Mau a Excelente).

Este coment já vai longo. A metodologia é a utilização de uma regra ou um procedimento com uma lógica. Estes podem ser os princípios lógicos de um processo avaliativo que tem em conta dois factores essenciais. Os alunos são “digital learners” e como tal serão também avaliados pelo confronto entre o “aluno em comunidade virtual” e em contexto real de demonstração de competências. Deve sempre ser ponderado esse momento de avaliação/monitorização presencial. Não pensado como garantia de avaliação, mas pensado como monitorização de competências em contexto desconexo daquele em que foi essencialmente produzido ou adquirido o conhecimento/aprendizagem. Por outro lado, o processo avaliativo deve ter em conta a gestão do conhecimento produzido pela comunidade e pelo indivíduo. Deve criar mecanismos de potenciação da abertura a uma avaliação inter-pares e extra-pares de forma a que o modelo avaliativo não se centre apenas no papel “pesado” do professor e que essa avaliação se possa alargar a outras comunidades ou especialistas que servirão de contraponto comparativo de evolução.

Num coment como este já me alarguei muito e as explicações já não quase que não cabem…. Ficam umas ideias principais para o debate…


De Sónia Moreira a 29 de Novembro de 2007 às 12:46
Bom dia João Lima!

Como a minha net não está muito "rápida" vou optar por ler o teu coment.

Obrigada pelo comentário tão completo.

No meu caso ajudou muito.

Cumprimentos,

SM.


De Ana Luísa Santos a 29 de Novembro de 2007 às 18:11
Acabei de ler os documentos apresentados...
Digamos que não vamos ter uma tarefa fácil... vai ser duro, muito duro... mas no fim sei que a experiência vai valer a pena...
Nada melhor que experimentar para aprender... eu sou daquelas pessoas que só com palavras, discursos e blá,blá, blá não vou lá... lol...
Por isso, a ideia de por em prática os conceitos que vamos aprender, ensinando os outros e aprendendo com eles (nos mini cursos), parece-me fantástica :)

Quanto à avaliação João é verdade que isto vai mudar... e nós, enquanto aprendentes deste mestrado temos que ter a consciencia e responsabilidade de pensar sempre no futuro... Afinal foi a pensar nele, e não na realidade que temos entre mãos que nos inscrevemos aqui... (se não foi por isso, foi pela vontade de inovar no local onde trabalhamos)

jitos
ALS


De Aristides Sousa a 29 de Novembro de 2007 às 19:14
Na explanação que faz no artigo ressalta logo uma evidência com que todos nos deparamos no quotidiano de implementação de novos metodologias: ajustar acções do processo anterior à novidade metodológica, tecnológica e interaccional. Resulta pois, com frequência que o iniciar do caminho levanta pedras e provoca reflexões que, no plano da concepção, não conseguimos augurar nem discernir. Devo confessar que sou presa frequente desta situação, própria de quem procura correr com o tempo, para não ter que andar sempre atrás dele ou do tempo perdido, que jamais se haverá.
Neste contexto, e para o assunto em apreço: avaliação da participação on-line, sendo evidente que em quantidade não traduz substância significativa para os objectivos partilhados, pode, contudo, ser em si um mesmo parâmetro de avaliação, ou seja, num processo todos devemos saber a pertinência da nossa dose para o mesmo, para que, por eventual excesso do número, se não atrofie mesmo nem se comprometa a qualidade do resultado de todos. Digamos que a participação de cada um é como que uma injecção com objectivos claros e finalidades pré-determinadas, logo há que saber, à partida a dosagem, em função da meta a atingir e do suporte tecnológico que a suporta (escrever em bolg, num fórum ou numa wiki implica parâmetros e referenciais distintos) . É evidente que, na ausência de um saber de experiência feito, lançamo-nos ao mar e recebemos a bátegas e água que nos encharcam, por vezes inundam, ao ponto de nos deixar sem vontade de renovar a viajem. Pois bem, seguindo o raciocínio da imagem, apetrechemo-nos em terra, o mesmo é dizer antes de iniciar o processo, dos instrumentos de defesa, agora mais capazes de enfrentar, com realidade, a natureza das coisas, neste caso da avaliação da participação on-line. Este facto só é possível pelo facto de haver conhecimento, que, com a experiência (re-) feita, se reconstrói de forma a se adequar as necessidades e à real (idade).
Assim, antes de se iniciar a disciplina, onde a participação online é avaliada, haverá já conhecimento que permita estabelecer alguns parâmetros e referenciais mais específicos sobre essa mesma avaliação, ou seja, nº de postes a cada situação / problemas colocada pelo professor (dá para fazer reflectir antes de escrever, fomentando a contenção em estar a postar com conteúdos não relevantes para o essencial do assunto), nº máximo de palavras em cada post e ou no conjunto de todos os possíveis, circunstâncias passíveis de enquadrar em termos de excepção ou desvio aos referenciais. Com a esta metodologia, negociada se possível no início de cada curso, pois é inevitavelmente um mundo de microcosmos distintos e diferentes do anteriores, atender-se-ia não só a razoabilidade de carga para os avaliadores como também a aspectos importantes no quadro da equidade junto dos avaliados, isto é, a realidade, e suas vicissitudes, pessoal, familiar, profissional e geográfica de cada formando de cada aluno deve ser minimamente conhecida em aspectos relevantes para as condições de frequência e acompanhamento da disciplina / curso (ordinário, extraordinário inicial, ou graduação. Deste conhecimento resultaria um conjunto de parâmetros e de referenciais para o processo, tipo mediana da diversidade. Ora, este aspecto não só estimularia a razoabilidade como também o esmero na qualidade, dando ainda ao indivíduo a tranquilidade face aos outros, evitando auto-considerações críticas como as do tipo: eu estou trabalhar pouco em relação aos meus colegas ou A ou B contribui pouco para a comunidade (blog, Wiki, comunidade de prática, etc.). Não há pior censura que a da consciência, sendo que, em comunidade, esta é sempre a síntese da interacção do eu com o (s) outro (s). O stress nestes meios e circunstâncias vem muito deste aspecto.
Por fim, e para ser razoável, lembro que nada substitui a conversação presencial, o debate descomprometido, o social em carne e osso, de pura partilha em comunidade; a mais-valia da fluência do discurso no código oral, a surpresa e o inegável valor da opinião em qualquer estado (sólida, líquida ou gasosa, onde muitas vezes surge ideias geniais, filhas do momento dialogante, únicas e irreptíveis, por todos ouvidas, mas captadas só por uns e ou intuídas por um ou alguns. Tudo isto é rico, tudo isto é único, tudo isto é aprendizagem e deve ser avaliado.
Às vezes penso que, correndo atrás do conhecimento, procurando a informação automática, nos esquecemos o que somos, donde vimos e o que levamos para onde vamos. Somos sempre uma herança do passado que no momento se refaz, por isso seres capazes de evocar o que aconteceu, o que de relevo registámos, as recordações, as destrezas, as memórias e a saudade. Se o tempo não pára, carreguemos nós um pouco de memória para nos situarmos.


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