Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007
O primeiro recurso disponibilizado para discussão é um vídeo realizado pelo Prof. Michael Wesch (Assistant Professor of Cultural Anthropology, Kansas State University) intitulado "
Web 2.0 ... The Machine is Us/ing Us". A versão aqui apresentada não é a mais popular mas é a mais recente. O autor assume que foram corrigidas algumas referências menos correctas existentes nas versões anteriores.
[youtube]NLlGopyXT_g[/youtube]
O vídeo ilustra muitos conceitos ligados à temática da Web 2.0 e por isso é muito natural que quem esteja por fora desta área não consiga perceber todos os detalhes. Não se preocupem! Durante a sessão presencial de sexta-feira devemos conseguir arranjar algum tempo para projectar o vídeo e organizar um pequeno debate de ideias. Entretanto temos a caixa de comentários deste blog que nos permite começar a trocar desde já algumas reflexões :)
Dúvidas? Reflexões?
PS. Ao ler a informação detalhada deste vídeo descobri um novo serviço designado por
Mojiti. Parece-me que este conceito de Video 2.0 tem bastante potencial!
De RicardoC a 5 de Novembro de 2007 às 22:46
Olá João!
Eu sou mais optimista e acho que não caminhamos para a destruição da web nem da comunicação mas para a sua explosão (no bom sentido ;-). Como vi que gostas destas coisas, recomendo a leitura do capítulo XIV "As colectividades pensantes e o fim da metafísica" da obra "As tecnologias da inteligência" de Pierre Lévy, onde ele reflecte amplamente sobre o futuro de pensamento, nas alterações nas formas de perceber, pensar e comunicar trazidas pelos avanços das técnicas de transmissão e processamento de informação e, em última análise, nos valores da cultura informatizada.
Só para aguçar o apetite, deixo aqui um pouco deste tipo de pensamento (de um pequeno artigo que não pertence ao livro):
"Por intermédio dos espaços virtuais que os exprimiriam, os coletivos humanos se jogariam a uma escritura abundante, a uma leitura inventiva deles mesmos e de seus mundos. Como certos manifestantes desse fim de século gritaram nas ruas “Nós somos o povo”, poderemos então pronunciar uma frase um pouco bizarra, mas que ressoará de todo seu sentido quando nossos corpos de saber habitarem o cyberspace: “Nós somos o texto.” E nós seremos um povo tanto mais livre quanto mais nós formos um texto vivo." [português do Brasil]
Porém - e indo ao encontro dos teus receios - quando vemos notícias com as que vêm da Itália:
http://www.theregister.co.uk/2007/10/23/italy_blog_law_outrage/
e mesmo de Portugal:
http://dn.sapo.pt/2007/06/21/sociedade/socrates_processa_autor_blogue_portu.html
não podemos deixamos de ficar muito preocupados.
Afinal, parece que a "liberdade de expressão" só é boa enquanto as massas anónimas não se apropriam dela!
Bem, foram os meus two cents' :-D
RC
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